Covid-19: mesmo com redução de casos diários, Amurel volta à classificação de risco gravíssimo; entenda o motivo

De acordo com o mapa de gestão de risco do novo coronavírus, emitido pelo Governo do Estado, e atualizado nesta quarta-feira, 09, pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), a Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) voltou para o risco potencial gravíssimo para o vírus. Dede o dia 19 de agosto a classificação se mantinha em grave.

Os níveis de risco são calculados a partir da combinação de oito indicadores em quatro dimensões de prioridade de atuação local: isolamento social, testagem e isolamento de casos, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação de leitos. Cada combinação resulta em uma nota; quando essa nota é superior a 3, a classificação gravíssima é imposta. São quatro os níveis e cores que definem a classificação de risco das regiões catarinenses: moderado (azul), alto (amarelo), grave (laranja) e gravíssimo (vermelho).

Desta forma, a média geral da Amurel ficou em 3.25. Confira as notas individuais:

Isolamento social: 4
Investigação, testagem e isolamento de casos: 4
Reorganização de fluxos assistenciais: 1
Ampliação de leitos: 4

A nota referente a ampliação de leitos, entretanto, não considerou a inauguração dos 10 leitos inaugurados também nesta quarta-feira, 09, no Hospital São Camilo, em Imbituba. A epidemiologista Maria Cristina Willemann explica que no dia em que foi realizado o levantamento da matriz – na terça-feira, 08 – os leitos de Imbituba não constavam como ativos no sistema SES Leitos, utilizado como fonte pela equipe. “Nós tínhamos apenas 30 leitos na região [habilitados pelo Estado], dos quais 24 estavam ocupados. Ainda que, a gente já saiba da ativação desses novos leitos, os dados de todas as regiões precisam ser coletados no mesmo momento”, esclarece a profissional.

O Comitê Extraordinário Regional de acompanhamento da Covid-19 deve se reunir – virtualmente – ainda nesta semana, para discutir novas medidas preventivas. A expectativa é que o comitê não recomende novas restrições, tendo em vista a ampliação de leitos de UTI para tratamento de pacientes infectados com o vírus e também a frequente queda no número de casos confirmados para a doença na região.