Doença canina infecciosa, prejudicial também aos humanos, é identificada em Tubarão e será investigada

Foto: reprodução/ilustrativa

A partir de quinta-feira, 20, profissionais que atuam na Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) de Tubarão, vão iniciar uma série de visitas no bairro Vila Moema, onde foi confirmado mais um caso de cão com Leishmania, doença infecciosa transmitida por insetos. O primeiro caso da doença em 2020 foi identificado no início do ano, no entanto, tratava-se de um caso importado de outro município.

Esses insetos são classificados como hematófagos – que se alimentam de sangue – e podem ser encontrados de duas formas: a cutânea, que acomete a parte externa, como feridas na pele; e a visceral (caso do cão), considerada a forma mais grave da doença, quando atinge os órgãos sistêmicos.

Por sem considerada uma doença perigosa, podendo ser transmitida, inclusive aos seres humanos, a zoonose precisa ser evitada e tratada de forma ágil. A equipe terá o apoio da 19ª Gerência Regional de Saúde. O objetivo das visitas é descobrir evidências da presença do mosquito-palha, o transmissor da doença, na região.

SINTOMAS

Nos cães:
Leishmaniose cutânea: lesões graves na pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, falta de apetite, perda de peso, lesões oculares (tipo queimaduras), atrofia muscular e, o crescimento exagerado das unhas.

Leishmaniose visceral: emagrecimento, queda de pelos, crescimento e deformação das unhas, paralisia de membros posteriores, desnutrição, entre outros.

Em humanos:
Leishmaniose cutânea: As lesões de pele podem ser únicas, múltiplas, disseminada ou difusa. Elas apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais frequentes no nariz, boca e garganta.

Leishmaniose visceral: febre de longa duração; aumento do fígado e baço; perda de peso; fraqueza; redução da força muscular e anemia.

TRATAMENTO

Há tratamento para os dois tipos da doença para os humanos de maneira gratuita e específica, pelo Sistema Único de Saúde. Para os animais, há remédios que tratam os sintomas, mas por serem hospedeiros, eles permanecem com o parasita no organismo, podendo transmitir a doença, se forem picados pelo mosquito transmissor.

PREVENÇÃO

- Limpeza periódica dos quintais para a retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);

- Dar um destino adequado do lixo, para impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;

- Limpar com frequência os abrigos de animais domésticos;

- Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas;

- Usar telas protetoras em janelas e portas.