Eleições 2020: “Venho de uma educação cristã e tenho a Bíblia como base”, diz Diego Goulart

Diego Goulart, candidato a prefeito de Tubarão pelo PSL, é o segundo entrevistado da série Eleições 2020 - Infosul. Além de apresentar suas ideias, o postulante ao Executivo Municipal comentou sobre o governo Moisés, Bolsonaro e também sobre a polêmica ocorrida em 2017, quando estampou as manchetes dos jornais locais por - supostamente - discutir com alunos de uma escola pública sobre diversidade de gênero. Confira a entrevista na íntegra.

PARTIDO SOCIAL LIBERAL - PSL
PRFEITO: Diego Goulart (PSL)
VICE-PREFEITO: Missionária Cleusa (PSL)

O senhor atuou como secretário no governo Moisés por algum tempo. Qual a sua visão sobre o processo de impeachment que afastou o governador de suas funções? Alguns chamam de golpe.

Após a votação entre a comissão mista, ficou muito claro que a tentativa de impeachment do governador Carlos Moisés é um ato totalmente político. Os desembargadores do estado deixaram claro que não há indício algum que criminalize a ação do governador com a equiparação salarial dos procuradores de SC, tão logo não há motivos para o afastamento.

Sua ligação com Lucas Esmeraldino sempre foi bastante próxima. Nas duas oportunidades em que Lucas foi eleito vereador de Tubarão, o senhor foi o assessor direto dele. Mais tarde, no que pareceu uma troca de favores, o senhor cedeu sua cadeira em Brasília, na Secretaria de Articulação Nacional, numa tentativa – com êxito – de tirar o “dentista do bem” dos holofotes dos noticiários. Hoje, ele apoia sua candidatura? Comente um pouco da sua relação com o ex-vereador tubaronense.

O Lucas é um grande amigo que a vida me deu e sou grato pela oportunidade que tive em atuar na Câmara dos Vereadores em seu gabinete, porém a vida nos traça caminhos. Cada um com sua vida, suas conquistas, seus desafios e claro, seu CPF. Pela amizade e gratidão acredito que o Lucas me apoia sim, torce pela minha vitória, como tantos outros amigos que tenho.

Em 2017 o seu nome foi manchete nos principais jornais da Cidade Azul. À época, ainda como assessor parlamentar, o senhor teria ido até uma escola da cidade conferir a apresentação de um trabalho de um grupo de alunos com o tema “diversidade de gêneros”. No local, supostamente acabou discutindo com os estudantes. Qual o seu pensamento e posicionamento sobre a diversidade de gênero?

Recebi o convite de um pai contrariado ao trabalho realizado na época. Tivemos posicionamentos contrários, mas são águas passadas. Este assunto já foi resolvido a bastante tempo. Venho de uma educação cristã e tenho a Bíblia como base na minha evolução e crescimento como ser humano. Respeito todas as pessoas, independente da sua opção sexual, porém, como mencionado já, tenho as diretrizes cristãs como meus princípios.

Ainda sobre o tema acima, independentemente de crença e/ou conceitos, o senhor não acha que o ambiente escolar seja um excelente espaço para exercitarmos o respeito ao próximo, lidando com as diferenças, aprendendo que o nosso jeito de ver o mundo pode ser diferente da visão do outro e tudo bem?

Com toda certeza é um espaço de aprendizado, e isso incluir respeito a todos, independente de posições política, social, sexual ou outro qualquer. O que na minha visão não pode acontecer é doutrinação, principalmente quando se trata de assuntos que devem ser tratados dentro de casa, com os pais. 

Em um de seus vídeos de campanha o senhor diz que tem contato direto com o Governo Federal e Estadual, e, por essa razão, conseguiria articular melhorias para a Cidade Azul com mais facilidade. Agora, com a ausência de Moisés frente ao Estado, como será essa proximidade com a governadora interina Daniela Reinehr em uma eventual vitória? E com Jair Bolsonaro, qual tipo de benefício poderíamos esperar a curto prazo?

Independente de quem está governando o estado e o país, o prefeito precisa conhecer o trânsito para busca de recursos, além de profissionais gabaritados para elaboração dos projetos, até porque sem projetos, não há recursos destinados aos municípios. E eu, com minha experiência à frente da Secretaria de Articulação Nacional, em Brasília, pude auxiliar muitos municípios catarinenses a captarem recursos para diversas áreas. Sendo prefeito, tenho total certeza que terei acesso a estes recursos.

Pontue o que há de errado na atual gestão e exemplifique como você faria se prefeito fosse.

Um dos nossos grandes focos é o social. A nossa gestão atuará de dentro para fora. Eu, como prefeito, serei um prefeito próximo das comunidades, estarei ouvindo os anseios da população geral e não somente central. Farei o gabinete itinerante e ouvirei todos os bairros tubaronenses. Será uma gestão que cuidará dos munícipes. A população tubaronense fará parte da gestão, participará das decisões de melhorias para o seu bairro/localidade.

Ajudar ao próximo é uma das missões de vida de sua vice, missionária Cleusa. Em Tubarão, há diversos moradores de rua e dezenas de famílias que vivem em situação precária. O que o senhor planeja fazer para diminuir essa desigualdade?

Você acredita que 34% dos domicílios tubaronenses vivem com menos de um salário mínimo? E durante a pandemia o órgão responsável pelo social do município aplicou somente metade do orçamento previsto. Estes números são alarmantes. Precisamos ter carinho com as famílias que aqui vivem. Iremos Fortalecer as parcerias entre a prefeitura e as clínicas de reabilitação, criaremos o programa “Minha Nova Casa” a fim de viabilizar e buscar recursos para a construção de casas populares para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Criaremos o restaurante popular que servirá três refeições ao dia a preço baixo e acessível.

O Partido Social Liberal (PSL) é, por natureza, alinhado ao social-liberalismo. No entanto, desde às eleições de 2018, cultiva o conservadorismo nos costumes. O senhor é 100% alinhado às ideologias do partido? Acredita que alguns ‘costumes’ já não fazem parte da realidade?

Os partidos são compostos por pessoas e sabemos que estas pensam diferente. Acreditamos que as empresas precisam ter mais autonomia para que possam prosperar. O governo precisa ser mais parceiro e menos burocrático para as empresas, até porque são elas que geram emprego e renda para a população. O nosso papel é de facilitar a vida do cidadão. Seja ele empregado ou empregador. Precisamos focar em cuidar das pessoas.

Qual será sua primeira ação como prefeito de Tubarão, caso seja eleito em 15 de novembro?

Agradecer a Deus, família e todos que de alguma forma acreditaram em mim. Como gestor, quero fortalecer o elo com o legislativo para podermos ter governabilidade e apoio dos nossos vereadores eleitos para trabalharmos em conjunto e melhorar a vida do cidadão. 

Use esse espaço de maneira livre. Fale de suas propostas, se defenda de possíveis agressões, convença os leitores que o senhor seja o candidato ideal para comandar a cidade de Tubarão pelos próximos quatro anos.

Agradeço a Deus, minha família e todos os tubaronense que tem nos recebido e entendido que o nosso jeito de governar será compartilhado. Tenho aprendido que ouvir e aprender  é a melhor opção. Entender as necessidades, priorizar ações e obras nos bairros será nosso maior feito. Assim todos os bairros, entidades, ONGs, se sentirão participes do governo. Além disso, transparência na gestão, enxugamento da máquina, valorização do servidor, causa animal, valorização do homem do campo, e assistencialismo as famílias mais pobres nortearam nossa gestão, dentre outros. No dia 15 vote 17 para renovar Tubarão.

Observação: todas as respostas foram publicadas na íntegra, sem qualquer edição por parte do Portal Infosul.