Hercílio questiona falta de isonomia da FCF e decisões da arbitragem

Caio Maximiano
Caio Maximiano
Foto: Patrícia Amorim | Hercílio Luz Foto: Patrícia Amorim | Hercílio Luz

Hercílio Luz enviou um protesto à Federação Catarinense de Futebol (FCF) nesta segunda-feira (12), questionando a falta de isonomia da entidade no tratamento entre os clubes filiados e os critérios adotados pela arbitragem em lances decisivos, que prejudicaram o desempenho da equipe em cinco das nove partidas disputadas na competição.

Inicialmente, a nota do Hercílio Luz crítica o tratamento não igualitário da federação perante duas situações semelhantes durante a competição. No dia 22, o clube solicitou à FCF o adiamento da partida contra o Metropolitano, marcada para o dia 27 (sábado), já que no dia 24 enfrentaria a Chapecoense e o intervalo entre as partidas seria inferior à 72 horas, tempo considerado ideal para a recuperação plena dos atletas. Além do curto período de tempo entre as partidas, o Hercílio também alegou a viagem desgastante de ida e volta, totalizando 1090km percorridos. No dia 24, o Hercílio recebeu a resposta negativa do pedido. A FCF confirmou a manutenção da partida em virtude da adequação da grade de programação. "Os prejuízos causados fisicamente aos atletas ficaram visíveis no segundo tempo do jogo do dia 27/03/2021, sendo público e notório a necessidade do descanso previsto", diz o trecho do protesto enviado pelo clube.

No dia 07 de abril, o Criciúma solicitou que a sua partida contra o Metropolitano fosse remarcada do dia 11 para o dia 12 de abril, já que tinha um jogo marcado para o dia 08 de abril, contra a Ponte Preta, pela Copa do Brasil e o intervalo entre os jogos também seria inferior à 72 horas. A FCF atendeu o pedido do Criciúma, alterando a grade televisiva, motivo pelo qual recusou a solicitação do Hercílio, e obedecendo o período de intervalo entre os jogos. A medida chamou a atenção do Hercílio, que criticou a falta de isonomia no tratamento entre os clubes. "São três clubes que lutam por um objetivo em comum, permanecer na Série A do Campeonato Catarinense, entretanto apenas um tem seus direitos cumpridos e é ouvido pela federação em questão", diz o trecho que crítica a postura da FCF em favor do Criciúma.

Trecho da nota do Hercílio Luz criticando a postura da FCF sobre o não adiamento da partida contra o Metropolitano e por acatar pedido idêntico solicitado pelo Criciúma cerca de duas semanas depois:

Hercílio critica erros de arbitragem em lances contra Criciúma, Próspera, Metropolitano, Figueirense e Brusque

Além das críticas à falta de isonomia da FCF, a diretoria do Hercílio Luz também protestou contra as decisões da arbitragem em lances considerados cruciais em cinco das nove partidas já disputadas pela equipe no Campeonato Catarinense. Segundo o protesto enviado pelo Hercílio Luz, o clube foi prejudicado nas partidas contra Criciúma, Próspera, Metropolitano, Figueirense e Brusque.

No entendimento do Hercílio, no lance em que Garraty foi expulso, na primeira rodada, o atacante visava apenas a disputa da bola e o árbitro Fernando Henrique de Medeiros Miranda adotou o critério mais rigoroso possível ao dar o cartão vermelho. A partida até então era tranquila para a arbitragem e a expulsão foi prejudicial para a equipe tubaronense. Mesmo com um a menos, o Hercílio buscou o empate no Heriberto Hulse. O segundo questionado é o de um possível toque de mão do jogador do Próspera, aos 48 minutos do segundo tempo. Lance que foi presenciado pelo assistente Henrique Neu RIbeiro, mas que não foi informado ao árbitro da partida. Em relação ao lance citado, a FCF respondeu ao Hercílio, que rebate as afirmações da federação:

O Hercílio Luz fez questão de elogiar as decisões do árbitro Diego da Costa Cidral, na 4ª rodada, contra o Marcílio Dias. Na ocasião, o atacante Luizão (Hercílio) foi expulso após revidar uma provocação do zagueiro Luan (Marcílio), que recebeu um cartão amarelo. Um lance semelhante ocorreu diante do Figueirense, entretanto, o critério adotado pelo árbitro da partida, Rodrigo D'Alonso Ferreira, não foi o mesmo. Em uma disputa fora do campo, envolvendo Fabrício (Figueirense) e Levi (Hercílio). O atacante do Hercílio é atingido por um pontapé. Na súmula, há também um registro de agressão de Levi. No replay, não é possível visualizar o fato.

Outros dois lances também foram questionadas pelo Hercílio Luz. Na partida contra o Metropolitano, o atacante Levi foi derrubado pela marcação dentro da área e o árbitro Célio Amorim mandou seguir. Em entrevista à Rádio Cidade, três dias após a partida, o diretor de arbitragem da FCF admitiu o erro. Uma curiosidade, é que Célio Amorim apitou um único jogo na competição: Hercílio Luz x Metropolitano. Não havia sido escalado antes e também não foi escalado para nenhum outro jogo depois. Por fim, a última reclamação do Hercílio Luz é pelo pênalti marcado contra o Brusque, que resultou no primeiro gol da equipe do Vale do Itajaí no último sábado. Há um escorregão seguido de um pisão na bola, sem o contato direto para derrubar o adversário.

Em documento assinado pelo presidente Maurício Dobiez e pelo diretor jurídico Marcus Acorsi, o clube cobra providências da FCF para que não seja novamente prejudicado nas duas últimas rodadas da competição e exige que os mesmos critérios sejam adotados em todas as partidas da competição: "O fato é que o HERCÍLIO LUZ FUTEBOL CLUBE, por entender que não deva aceitar passivamente essa diferenciação de tratamento fora dos gramados, com a impossibilidade de adiamento de seu jogo, mas com o adiamento em jogo de adversário direto, além da ocorrência de erros claros e prejudicias ao clube que cause dano em sua participação na competição, requer que sejam tomadas as devidas providências pela FEDERAÇÃO CATARINENSE DE FUTEBOL, para evitar que novos erros de arbitragem venham a prejudicá-lo nas partidas derradeiras do Campeonato Catarinense de Futebol - Série A, da mesma forma que exige a adoção em seus jogos do mesmos padrões, parâmetros e critérios utilizados nas demais partidas e em relação a todos os outros clubes participantes da competição, como pedido e não realizado anteriormente", diz o último trecho do documento enviado à FCF.

Caio Maximiano
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