Marcele Bressane: Setembro Amarelo

Foto: reprodução

Muitos por aí já viram nas redes sociais sobre o setembro amarelo. Ou já viram placas dizendo sobre o suicídio em nossa cidade. Sei que para muitos, esse tema já está batido. Até um pouco cansativo. Mas gente, juro, ainda falamos muito pouco, precisamos falar mais e mais. Ano passado 700 mil pessoas cometeram suicídio no mundo, segundo a OMS. Uma a cada cem mortes é de pessoas que tiraram a própria vida. Somos o segundo país que mais perde homens e mulheres, cerca de 6% da nossa população comete suicídio, 12 mil pessoas por ano. Ou seja, estamos numa pandemia anual. Então, sim, ainda precisamos falar mais sobre isso. Urgentemente!

Sei que para muitos, falar sobre suicídio é tabu. Dá medo! Por suas crenças sobre vida, pecado e etc. Mas, principalmente, falar sobre morte causa muito angustia, raiva, tristeza. Ninguém gosta de falar sobre algo que todos nós iremos passar, uma hora ou outra. Não gostamos de pensar nessa possibilidade e ainda mais quando a própria pessoa que resolveu isso.

Mas sei que ninguém quer perder alguém perto, então é hora de falar. Vamos conversar sobre prevenção, sobre salvar vidas. Estamos discutindo sobre vida e não morte, lembre-se sempre disso quando o medo, ou a raiva vier.

O primeiro mito que há no suicídio é sobre “falar sobre suicídio”. Muitos acreditam que quando fala-se sobre, aumenta o número de casos. E isso é um erro fatal. Porque quanto menos falamos, mais as pessoas que sentem esta vontade se sentem sozinhas, que ninguém sente o mesmo que elas. Se falarmos e mostrarmos que há outras formas de resolver a dor, podemos mostrar a elas e dar um novo respiro a vida, uma esperança de dias melhores.

O segundo mito é que quem fala que vai cometer, não comete. E amores, todos que cometem suicídio pedem muitas vezes ajuda. Mas estamos na correria, ou não acreditamos ou a pessoa não chega e pede, e sim mostra de outras formas que não aguenta mais. Assim, pergunte mais como os outros estão, mostre-se interessado pelo seu amigo, namorado, familiar. Diga-se disposto, a ajudar em qualquer situação, sem preconceito. De repente com esta abertura, o outro também se abra.

O terceiro é que a pessoa que tira a própria vida queria chamar atenção. Muito pelo contrário, o sujeito quer tanto tirar a dor e não ser mais um problema, pois sim, ele imagina que é um problema para a vida dos outros, que a única forma é tirando a vida.

Perceberam que a maioria dos mitos em relação ao suicídio são ao contrário, na verdade. Ou seja, precisamos ainda falar muito, pois tem pessoas, que querem ajudar, mas não sabem a verdade sobre o tema. Então, divida o que você aprendeu, leve para o mundo. Salve vidas!

Dividi com vocês a prevenção, me ajude a mandar para o mundo?