O dilema da eleição: o Senado já respondeu, mas na Câmara o assunto ainda é debatido

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Adiamento das Eleições

No último dia 23 de junho, o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus. O texto, votado em sessão remota, foi aprovado por 67 votos a 8 no primeiro turno e por 64 votos a 7 no segundo turno.

Adiamento das Eleições II

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu na segunda-feira, 29, que a proposta de adiamento das eleições municipais seja pautada e votada ainda nesta semana pela Câmara. Segundo Maia, a decisão de pautar [o adiamento] e votar precisa acontecer imediatamente. Até porque 4 de julho continua sendo a data limite para o ingresso de candidatura, e é sabido que muitos – inclusive profissionais da saúde – almejam participar da corrida eleitoral. No entanto, precisam ter um norte para uma breve organização.

E a redução de vereadores parece que já afundou

A proposta de redução de 17 para 15 vereadores na Câmara Municipal da Cidade Azul, apresentada pelo vereador João Fernandes (PL), aparentemente afundou – mais uma vez – no meio dessa pandemia. É difícil acreditar, mas o líder do PL conseguiu convencer pares suficiente para que o projeto tramitasse na casa, porém não conseguiu convencer o próprio colega de partido. O Licão, inclusive, fala abertamente que é contrário à proposta. Assim fica difícil defender, Fernandes. A falta de apoio de Licão mostra claramente que não há consenso no próprio partido. Assim, parece estar jogando para a torcida. Difícil, muito difícil.

Pode vir mudança no secretariado municipal

Algumas moscas falantes dizem que o prefeito Joares Ponticelli poderá, muito em breve, promover mudanças no comando de pelo menos uma Secretaria e uma Fundação Municipal. As mosquinhas são relutantes nas informações, mas pelo que eu entendi as mudanças seriam por causa da interferência administrativa e política dos atuais ocupantes. Vamos aguardar.

E começa as posses dos suplentes

Mesmo que o povo não tenha escolhido eles como representantes, todo ano – principalmente em ano eleitoral – a história se repete: o parlamentar eleito pede licença e deixa a cadeira vaga para o suplente. Tem edil que se ausenta da cadeira por até dois meses. Política. Na última segunda-feira, 29, o Paulão (PT) fez exatamente isso. Quem também costuma fazer o mesmo é o recém integrante do PSD, Douglas Antunes, que deve vagar sua cadeira entre julho e agosto. Os ocupantes do PP e do MDB também devem seguir esse mesmo caminho. De novo, política. O suplente vai, fica em evidência por 30 ou 60 dias, se projeta para uma possível candidatura; enquanto o titular, caso seja pré-candidato, tem tempo para articular a própria campanha.

Mudança de postura

E o Dr. Cristiano, hein? Parece que acalmou. O pré-candidato a prefeito baixou o tom. Embora tenha uma postura firme e continue defendendo suas posições nas redes sociais, o médico tem evitado soltar ataques, muitas das vezes, diga-se, gratuitos. Ele já retornou à presidência do MDB e trabalha para conquistar cada vez mais apoio. Se tiver sabedoria e a cabeça no lugar, Cristiano deve ser o principal adversário de Ponticelli na corrida pelo Paço Municipal. É certo que o vice do aspirante deve vir do PSL, PL, PSDB ou PSC. Se manter o equilíbrio, no mínimo, terá essas siglas como base.

Dizem por ai...

Que tem pré-candidato que só registrando sua candidatura, ganhará uma multinha eleitoral, será...

Que ainda tem cacique partidário que não entendeu a fórmula proporcional, será...

Que um tubaronense deve assumir uma secretaria no governo estadual, será...

Que a cidade deverá ter pelo menos uns 200 candidatos a vereadores, será...

Que só a primeira lista de auxilio emergencial, já provou que os pregadores da moral, não tem moral, será...