Otimismo e pessimismo, Lippy e Hardy

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Imagem: reprodução

No Brasil, década de 70, assistia-se na TV a dupla de personagens em desenho animado Lippy, o leão e, Hardy, a hiena. Criados pelo estúdio Hanna-Barbera, Lippy e Hardy viajavam pelo mundo em busca de uma vida fácil, sucesso e fortuna, não muito diferente do que a maioria das pessoas busca na vida.

Lippy o leão, é um otimista nato! acredita que tudo vai dar certo, que nasceu com a “boa lua”. Ao contrário, Hardy a hiena, pensa que seu destino são os problemas, as tragédias, que tudo dá errado para ele, que tem a má sorte, o azar. Da forma de pensar de Hardy surgiu o seu bordão, um dos mais conhecidos na época, “ oh vida, oh céus, oh azar... isso não vai dar certo!”.  Difícil esquecer o pessimismo da hiena!

Lippy e Hardy, assim como suas façanhas, lembram algumas pessoas com quem se convive no dia a dia. Embora sejam caricaturas do otimismo e do pessimismo, quem não conhece alguém que julga que a vida é um ‘fardo pesado” a ser carregado! Faz lembrar um conhecido que ao se perguntar a ele “tudo bom?”, prontamente e sem motivos maiores responde “o bom já passou!”.

Lembra também aqueles que “se alimentam” psicologicamente de notícias desastrosas e violentas e que diante dos fatos da vida fazem questão de salientar que “o mundo está perdido”, que a violência impera, que o que há de pior pode acontecer a qualquer momento. A melancolia é a marca de pessoas que como Hardy chegam a andar com o corpo curvado e cabisbaixas, repletas de “profecias de falta de possibilidades”, que se acham “perseguidos” por todos.

Por outro lado, há outras pessoas que como Lippy, andam sempre de corpo ereto, efusivos e alegres. Também “contaminam” o ambiente que estão mas, com ânimo e motivação diante dos desafios próprios da vida.

Infelizmente, poucos são “Lippies”... Os que aproveitam as inúmeras circunstâncias, mesmo que adversas, para empreender, pensar o que podem fazer de diferente para modificar a situação.  Diferentemente do que se pensa comumente, atitudes como o otimismo e a gentileza não são meros detalhes. O otimismo é virtude dos felizes, dos que conseguem estabelecer um limite ao sofrimento emocional (sem negá-lo, é claro), para abrir espaço ao raciocínio com vistas a investir esforços em lidar ou prevenir situações difíceis.

Poucos são os que conseguem extrair boas lições dos fatos corriqueiros do dia a dia. Por que perder a vida em lamentações (Hardy)? quem sabe se pode mudar o “olhar” e ver o que há de bom e de belo ao lado (Lippy)...

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