Recém reformada, estrutura externa da Casa da Cidade chama atenção

Foto: Portal Infosul

Iniciada em meados de 2016, a revitalização da estrutura do Palacete Central de Tubarão, conhecido como Casa da Cidade, foi entregue ao município no final do ano passado. No entanto, o prédio já apresenta visíveis imperfeições externas.

A reportagem do Portal Infosul questionou o prefeito Joares Ponticelli sobre essas deformidades, visto que foram investidos mais de R$ 450 mil na recuperação da estrutura. Segundo o gestor, “Nós fizemos uma recuperação e não um restauro. O prédio necessita de um restauro”, afirma. “Mas veja, foi só agora, poucas semanas atrás, que a Caixa Econômica Federal entregou o aceite; só agora que tivemos a concessão definitiva para uso”, continuou explicando.

Quando perguntado se há projetos para essa restauração, Ponticelli aponta que primeiro é necessário realizar as instalações da Academia de Letras de Tubarão, ADOCOM, e outras entidades, para logo, “Daí sim, na sequência, nós pretendemos apresentar um projeto de restauro junto ao Ministério de Turismo”, justifica.

História do Palacete

A história do Palacete Cabral remete a segunda metade do século XIX, construído pelo Coronel Luiz Martins Collaço. O prédio serviu como sua residência, recebendo como hóspede sua alteza imperial, o Conde D'Eu.

No ano de 1897 foi demolido por João Cabral de Mello, genro do Coronel Collaço. A nova edificação foi projetada pelo arquiteto Rodolfo Sabbatini e construída seguindo o estilo eclético. Serviu de residência ao Coronel Cabral por 13 anos, até sua morte.

Começou então a chamada "Fase de Alugueis", que durou 12 anos, sendo que neste período, o palacete serviu de residência a personalidades que exerciam altos cargos na cidade, sendo ainda palco de luxuosos banquetes e festas até 1925.

No ano de 1924, entretanto, a prefeitura comprou o imóvel, sendo que em julho de 25 passou a ocupar o prédio, que se tornou sede da Superintendência Municipal. O primeiro prefeito a ocupar o palacete foi o Dr. Otto Feuerschuette. Junto à prefeitura, o Poder Judiciário e o Legislativo tubaronenses também ocuparam a edificação.