Tubarão: implantação de escola cívico-militar começa a gerar problemas

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Muitos dos responsáveis pelos alunos matriculados na Escola de Ensino Básico Henrique Fontes, localizada no bairro Humaitá de Cima, em Tubarão, estão sem saber o que fazer diante da notícia de que a unidade escolar será transformada em escola cívico-militar. Embora a notícia tenha agradado alguns, os impactos da mudança têm tirado o sossego de muitos outros.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, o SINTE, por exemplo, afirma que a decisão não foi comunicada ou debatida previamente com a comunidade escolar, composta por alunos, pais, professores e representantes. “Esse anúncio de transformar o Henrique Fontes em escola cívico-militar foi uma surpresa – desagradável – pra gente. Ninguém sequer propôs uma conversa para saber o que a comunidade escolar achava”, disse Tânia Fogaça, que faz parte da coordenação sindical.

Outra informação não recebida com entusiasmo – desta vez, por muitos dos que comemoraram a implantação da nova modalidade de ensino – é que os alunos matriculados nos anos iniciais serão transferidos para a EEB Hercílio Luz (ou outra que tiver vaga). A proposta das escolas cívico-militares não contempla o ensino do 1º ao 5º ano. Além do prejuízo dos que compraram uniforme escolar, há também os pais que não terão condições de levar seus filhos até o centro da cidade, onde fica localizada a escola Hercílio Luz.

Até o fechamento desta matéria a Secretaria de Estado da Educação não emitiu qualquer comunicado sobre e/ou como será essa mudança. Ao Portal Infosul, o diretor da escola Hercílio Luz, Frederico Balsini, afirmou que a instituição está de braços abertos para receber os novos estudantes e profissionais. “Nós recebemos essa notícia no inicio da semana. Iremos receber todos os novos alunos e professores de braços abertos. Temos salas disponíveis para atender a todos”, declarou. “Não sabemos o momento que será feito essa transição, essa transferência, mas no que nos tange de responsabilidade é ter as salas disponíveis e, assim que a Secretaria de Estado da Educação der o aval, nós iremos, então, receber esses alunos do Henrique Fontes”, finalizou o diretor. As definições e orientações oficiais deverão ser repassadas aos pais/responsáveis e alunos em uma reunião prevista para o início do mês de março.

Questionada se o SINTE planeja promover alguma mobilização para reverter a situação, Tânia Fogaça é enfática. “Os pais precisam se manifestar. Vai depender deles, não depende de nós. Estamos aqui para representar a comunidade escolar. Se eles não quiserem, nós vamos ver o melhor caminho para mudar o rumo desse movimento”, esclareceu.